Uma Imagem Vale por Mil Palavras

Como diz o antigo provérbio: "Uma imagem vale por mil palavras". O registro e a visualização de pontos estratégicos de um imóvel ampliam sobremaneira a segurança de um estabelecimento residencial ou comercial, permite reconhecimentos e registra o fato como ocorreu, valendo até como prova criminal. O CFTV é um dos equipamentos mais utilizados na atualidade, no item segurança, pois permite que o porteiro ou a central de monitoramento tenham perfeita visão de locais isolados ou que estejam fora do alcance dos responsáveis pela segurança. 

Uma imagem vale por mil palavrasNovas tecnologias tornam o CFTV cada vez mais completo/versátil: câmeras com detectores especiais gravam apenas se houver movimento na cena; gravadores digitais aboliram as incômodas e frágeis fitas de gravação; câmeras acopladas a um computador, rodando um software apropriado, permitem que imagens sejam transmitidas "ao vivo" para outro computador remoto, via internet; sistemas de alarme podem ser conectados ao CFTV de modo que, a partir da ocorrência do alarme, uma câmera inicie automaticamente a gravação do evento. Muitas são as vantagens adquiridas com o CFTV, tais como:

  1. Redução de mão de obra. Visualiza, monitora e grava imagens de diversos ambientes ao mesmo tempo;
  2. Fator psicológico de dissuasão, pois o marginal sabe que esta sendo vigiado e suas imagens gravadas. Inibe a ação de invasores e pessoas mal intencionadas;
  3. Pouco gasto com manutenção;
  4. Grande utilidade na solução de crimes praticados no interior do prédio por moradores, funcionários, visitantes, prestadores de serviço etc., em razão da gravação de imagens (câmera oculta), através de vídeo teipe;
  5. Facilita o trabalho da pronta resposta (policia e vigilância particular) que saberá pormenores do crime que esta ocorrendo no condomínio;
  6. Auxilia sobremaneira no controle de acesso de pessoas, mercadorias e veículos;
  7. Integração com sistemas de alarmes;
  8. Integração com antenas coletivas, imagens do CFTV na sua TV;
  9. Acesso às imagens pela Internet;
  10. Auxilia na fiscalização dos procedimentos de segurança dos funcionários e moradores.

 

Vantagens do Circuito Fechado de TV

O assassinato do Coronel Ubiratan em setembro de 2006 nos traz uma série de reflexões em relação às providências que devemos tomar em relação à segurança patrimonial e pessoal. Para o Delegado Armando de Oliveira Filho, "o caso está 100% esclarecido", imputando a autoria do crime à namorada da vítima, Carla Cepollina, que foi indiciada formalmente por homicídio duplamente qualificado. Na qualidade de pesquisador criminal e especialista em segurança, estive no local dos fatos e notei que o prédio onde residia o Coronel Ubiratan não possui câmeras para monitoramento de imagens, nem sistema de controle de acesso de pessoas, veículos e mercadorias. A ausência de equipamentos de segurança acabou dificultando o trabalho investigativo, pois não há registro das imagens da advogada Carla nas áreas comuns do edifício, e os próprios porteiros se confundiram em relação aos horários em que ela teria entrado e saído. 

Por outro lado, a polícia civil teve acesso às imagens geradas pelo sistema de CFTV do condomínio onde ela mora, identificando assim as vestes que usava naquela oportunidade ao sair e chegar a seu prédio. Como diz o antigo provérbio: “Uma imagem vale por mil palavras”. 

Vantagens do Circuito Fechado de TVO registro e a visualização de pontos estratégicos ampliam sobremaneira a segurança de uma propriedade, permite reconhecimentos e registra o fato como ocorreu, valendo até como prova criminal. Muitas são as vantagens do Circuito Fechado de Televisão (CFTV): 

 

a) Visualiza monitora e grava imagens de diversos ambientes ao mesmo tempo. 

b) Fator psicológico de dissuasão, pois o marginal sabe que está sendo vigiado e suas imagens armazenadas. 

c) Inibe a ação de invasores, depredadores, pichadores e pessoas mal intencionadas. 

d) Manutenção barata. 

e) Facilita o trabalho de pronta resposta (polícia e vigilância particular) fornecendo pormenores do crime que está ocorrendo no condomínio. 

f) Auxilia sobremaneira no controle de acesso de pessoas, mercadorias e veículos. 

g) Integração com sistemas de alarmes. 

h) Acesso às imagens pela Internet. 

i) Monitoramento e fiscalização dos procedimentos de segurança praticados por funcionários e moradores.
Central de Monitoramento Externo de Imagens
É uma empresa que tem como função monitorar a distancia as imagens geradas pelo sistema de CFTV de empresas, prédios e residências.

Geralmente as empresas de monitoramento são as responsáveis pelas instalações dos equipamentos de segurança do imóvel, tais como sensores de presença, CFTV, alarmes, sirenes etc. A empresa ao verificar através das imagens atitude estranha ou ate mesmo invasão do local poderá:
a) Avisar imediatamente os órgãos de segurança publica sobre o ocorrido;
b) Comunicar o responsável pela segurança do imóvel;
c) Enviar equipe de vigilantes motorizados para atendimento da ocorrência.

 

 

Central de Monitoramento Externo de Imagens

 

 


Já se encontra a disposição no mercado o monitoramento de imagens via internet. A intenção é monitorar as imagens de locais críticos como a guarita de um prédio. Esse sistema pode estar atrelado a sensores de abertura de porta ou janela da guarita ou também ao acionamento do botão de pânico. Assim, toda vez que a porta ou as janelas da guarita forem abertas ou ainda, quando o botão de pânico for acionado, as imagens e os sons serão imediatamente transmitidos a Central de Monitoramento de Imagens (via Internet), que poderá visualizar e escutar "on line", o que está ocorrendo em seu interior, tomando as providências cabíveis quando necessário.

Saiba como escolher câmeras de segurança em seis passos.

Manter o controle sobre o que acontece dentro e ao redor de sua casa pode ser uma tarefa difícil, já que você não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas existe uma maneira de tornar isso possível: a instalação de câmeras de segurança. Com elas você pode ficar de olho tanto em ambientes da casa do exterior, flagrando situações de perigo antes que elas ocorram.

Portanto, seguem dicas importantes para instalação e uso das câmeras de vigilância:

• Escolha o modelo certo  da câmera a ser utilizada. Você não deve instalar ao ar livre uma câmera própria para uso interno. Da mesma forma, se você quiser captar imagens à noite, terá que escolher um equipamento com visão noturna;

• Compare as câmeras com fio e as sem fio e compre aquela mais adequada. As câmeras com fio são mais difíceis de escolher e de instalar, mas podem fornecer melhores imagens com menos interferência. Já as câmeras sem fio exigem atenção ao nível de carga das baterias;

• Decida se você precisa ou não do áudio no ambiente. Se ele não for necessário para você, câmeras que captam apenas imagens são mais baratas;

• Certifique-se de não instalar câmeras em locais não permitidos, como é o caso dos banheiros. Câmeras em áreas externas também não devem contrariar leis municipais que por ventura possam ter normas;

• Se você decidir que o melhor é gravar as imagens, haverá opção por sistemas que gravam todo o tempo e aqueles interligados a sensores de movimento que gravam apenas quanto a movimentação é detectada;

• Tenha especial atenção ao ângulo de posicionamento da câmera para cobrir a melhor área possível, sem obstáculos de árvores e arbustos, por exemplo. Para determinadas áreas, mais de uma câmera pode ser necessária para uma cobertura completa.

 

CFTV Digital

 

O sistema de gravação digital tem como característica principal monitorar e gravar simultaneamente suas imagens através de um computador. 

Este tipo de equipamento significa o fim do videocassete, em virtude da qualidade das imagens (até 60 quadros/segundo, o que é acima da taxa de TV normal, 30q/seg.), permitindo gravar em tempo real e acesso direto (busca inteligente). Um software gerencia as imagens, operando como uma CPU, com teclado e mouse.

O equipamento grava as imagens de 16, 9 ou 4 câmeras em um HD, a taxas de que variam de acordo com o modelo e a quantidade de câmeras, é bem superior à melhor taxa de uma gravação em VCR time lapse. HDs adicionais podem aumentar ainda mais esta taxa, ou prolongar o tempo de gravação. Sendo um arquivo digital, as imagens podem ser armazenadas em fitas DAT.

 

 

CFTV Digital

 

O equipamento oferece também recursos digitais de alarme (uma mudança nos pixels ou parte do quadro - detecção de movimento, gera um alarme), vários modos de gravação, operação de pan-tilt-zoom, visualizar imagens já gravadas, sem interferir com a gravação sendo feita naquele momento.

» Vantagens:

  1. Possui alta qualidade de gravação das imagens
  2. Monitoramento ao vivo através da Internet
  3. Procura inteligente de evento por data, hora ou câmera específica (rápida busca da informação)
  4. Relatórios de eventos Detecção de movimento;
  5. Impressão de imagens;
  6. Gravação por alarme e/ou agenda;
  7. Backup em HD, Zip Disk, CD,.;
  8. Acesso remoto em tempo real por modem, rede local ou internet;
  9. Proteção por senha.
  10. Gravação em tempo real
  11. Integração de alarmes e sensores de presença.


» Características do CFTV digital:

  1. Salva, imprime e edita imagens estáticas de qualquer câmera do CFTV.
  2. Gravação no formato MPEG4.
  3. Zoom digital de ate 40x da imagem do CFTV.
  4. Diversos layouts de visualização do CFTV.
  5. A gendamento de gravação por intervalo de tempo ou detecção de movimento do CFTV.
  6. Controle de acesso ao sistema de CFTV através de usuário e senha.
  7. Detecção de movimento do CFTV com máscara (elimina áreas indesejáveis).
  8. Ajustes individuais por câmera de imagem do CFTV , nome, detecção de movimento e sinal de vídeo do CFTV, cor da legenda etc.
  9. Visualização via WEB e Rede Local.
  10. Detecção de perda do sinal de vídeo do CFTV.
  11. Alertas via e-mail do CFTV.
  12. Apaga automaticamente gravações antigas do CFTV, gerenciando o espaço em disco.

 

 

CFTV Analógico

No Sistema de CFTV Analógico, as imagens são capturadas pelas câmeras e transmitidas até um gerenciador (Seletores, Quads e Multiplexadores). CFTV AnalógicoPodem ser gravadas e armazenadas em fitas VHS, através de gravadores de vídeos profissionais (Time Lapses), ao mesmo tempo em que são exibidas em um monitor, para a devida vigilância no local de captação, pelo agente de segurança. 

A principal diferença, comparado com o sistema digital, está na forma de armazenamento das imagens, enquanto no digital utiliza-se o computador, no analógico usa-se o Time Lapse (vídeo cassete). Muitos edifícios tiveram sérios problemas com o armazenamento de fitas cassetes gravadas em razão do mofo e umidade. Não podemos esquecer que a qualidade da imagem é inferir se comparada com a gravação digital.
Equipamentos auxiliares ao CFTV: 

  1. Quad: Permite a visualização simultânea de imagens provenientes de 4 câmeras, dividindo-se a tela do monitor em 4 quadrantes iguais.
     
  2. Dual Quad: Permite a entrada de sinais de até 8 câmeras, sendo possível sequenciamento de 4 em 4.
     
  3. Time Lapse: é um tipo de videocassete profissional projetado para gravação de longa duração (24, 128 e até 960 horas com uma única fita cassete)
     
  4. Multiplexador: O Multiplexador permite que se observe e grave até 16 câmeras simultaneamente (divide a tela em até 16 subtelas). Caso se ligue uma câmera colorida no multiplexador preto e branco, a mesma será apresentada, porém em preto e branco. O multiplexador permite ainda que se chame uma câmera em tela cheia no monitor auxiliar enquanto que o gravador(caso esteja sendo utilizado) permanece gravando as 16 sem perder nenhuma das sub-telas.Porém, o multiplexador não é um simples divisor de tela: ele digitaliza a imagem e envia o sinal digitalizado para o gravador caso haja um acoplado a ele). Posteriormente, ao assistir a fita que possui as 16 câmeras gravadas juntas, o multiplexador se transforma em um demultiplexador, ou seja, é possível escolher uma câmera específica para assisti-la em tela cheia (só a câmera escolhida, vista na tela toda)
     
  5. Sequencial: Permite imagem seqüencial para 4, 8, 10, 12,16 câmeras
     
  6. Monitor: são fabricados para funcionar 24 horas por dia diferenciando-se dos televisores que são fabricados para um funcionamento de até 6 horas por dia. Podemos encontrar de 5 a 29 polegadas. Quanto aos monitores, existem diversos modelos que funcionam apenas com as imagens do circuito fechado. No entanto, é cada vez mais recomendável fazer uma integração entre o CFTV e o sistema de vídeo da casa (TV a cabo, satélite ou antena), tornando possível aos moradores visualizar a imagem gerada pelo CFTV em qualquer uma das TVs residenciais, em um canal especialmente designado para este fim. Não é aconselhável usar uma televisão caseira, para exibição das imagens e sim monitor de vídeo, conforme explicitado acima.

 

Diferenças Entre Circuito Fechado de TV (CFTV) Digital e Analógico

 

O circuito fechado de TV digital é a última palavra em segurança para residências, condomínios, comércio e indústrias. Acaba com alguns vexames dos sistemas convencionais, como, por exemplo, o ladrão levar a fita de vídeo com as imagens do assalto.

Ou pior, o ladrão não ser gravado porque entrou rapidinho enquanto o sistema gravava a imagem de outra câmara.

O circuito digital registra todas as câmaras ao mesmo tempo, diretamente no HD de um computador que pode ser monitorado via rede local ou internet. As imagens têm incrível nitidez e possibilitam grande aproximação de detalhes, sem prejuízo da qualidade. E tem mais, não dispensa o cuidado de trocar fita todos os dias. 

Mas a maior de todas as vantagens é a facilidade de localizar as imagens de qualquer ocorrência, pois são organizadas por mês, dia e hora. Quem já precisou encontrar imagens em uma fita de vídeo sabe a dificuldade que isso significa.

Comparativo entre sistemas:

Diferenças Entre Circuito Fechado de TV (CFTV) Digital e Analógico

 

Localização e posicionamento das câmeras

 

Para implantar um sistema de segurança não basta comprar equipamentos. É necessário planejamento a fim de se determinar o que é necessário, onde é necessário, as obras de infra-estrutura adequadas, os custos e as etapas de implantação.

Localização e posicionamento das câmerasA primeira dúvida quer surge é saber onde instalar as câmeras. Qual o posicionamento correto? 

Temos que ter em mente que normalmente o responsável pelo monitoramento das imagens fornecidas pelas câmeras é o porteiro. Esse funcionário possui diversas funções, tais como atender o interfone, controla o acesso de pessoas, recebe mercadorias etc. e também terá que ficar atento ao monitor e ao sistema de alarme do prédio. A grande maioria dos condomínios não possui um funcionário especialmente designado para fazer o monitoramente das câmeras. 

Desta forma, entendemos que o número de câmeras a serem instaladas deve ser o mínimo necessário, pois o excesso dificultara o trabalho do porteiro. Para sabermos o local exato onde a câmera deve ser instalada precisamos descobrir a altura, a posição e o ângulo. O local exato, somente será encontrado, após testes com visualização no monitor. O ideal é que as câmeras sejam instaladas em pontos considerados críticos (ex: portaria, garagem, entrada do hall social, próximos dos elevadores e escadas etc.) e que estejam integrados com sistemas de intrusão e de pânico.


» Instalação de câmeras em áreas externas

Se a câmera ficar sujeita a chuva e sol, deveremos usar os modelos à prova d'água. Uma boa opção é o uso de caixas de alumínio ou outros materiais para abrigar a câmera, o que facilita inclusive o aproveitamento de modelos normalmente usados em locais protegidos para áreas externas. O uso de caixas de proteção impermeáveis e com cores claras (brancas ou bege), pois refletem o calor e não as absorve, como as pretas, garantem uma maior durabilidade da câmera. Um tipo de câmera muito eficiente para uso externo são aquelas dotadas de detector de movimento. Ela pode inclusive emitir um som (alarme) quando alguém se aproximar, alertando o responsável pelo monitoramento, do surgimento dessa pessoa na área de alcance da câmera. 

Em ambientes externos devemos usar lentes do tipo varilux e com auto íris. Os captadores de imagens das câmeras não devem estar voltados para os raios solares, evitando que a lente da câmera funcione como um concentrador de luz e acabe queimando os sensor da câmera por superaquecimento. No máximo, a câmera pode estar posicionada de modo a receber a energia solar lateralmente ou de forma indireta.



» Instalação de câmeras em áreas internas

As escolhas são bem mais simples do que as opções para uso externo. O correto posicionamento das câmeras é fundamental. A maior parte delas tem lentes fixas e, portanto um campo de visão e distância focal também fixos. É preciso, portanto, estar certo da área que se pretende monitorar. Devido à sua pequena distância focal, a maior parte das câmeras não é projetada para "enxergar" pessoas ou objetos posicionados em lugares longínquos. Em geral, utiliza-se uma distância de 2 a 6 metros entre as lentes e a área de monitoramento. Deve-se evitar fontes de luz no campo a ser filmado, pois embora alguns modelos disponham de função auto-íris, fontes luminosas causam zonas escuras que prejudicam muito a qualidade da imagem. Assim, o ideal é evitar zonas iluminadas por holofotes ou luz direta do sol. 

 

 

CFTV e a problemática da falta de luz
Em várias situações precisaremos instalar câmeras em ambientes que a quantidade de luz pode variar do dia para a noite.

Podemos encontrar algumas soluções. Para que não tenhamos que deixar acesas luzes ininterruptamente, visando a economia de energia elétrica, podemos instalar uma câmera comum com um sensor de presença que ascenderá uma lâmpada com a aproximação de alguma pessoa.

Enquanto essa pessoa permanecer no raio de alcance do sensor de presença, a lâmpada permanecerá acesa. Não podemos esquecer a surpresa que causará a pessoa ao perceber que a lâmpada ascendeu com sua chegada e juntamente com o posicionamento da câmera, capturando sua imagem, com certeza provocara inibição de qualquer atitude criminosa ou desagradável frente aquele local. 

A utilização de câmera com infravermelho, também é outra opção para locais sem luminosidade, porem o alcance é pequeno. É de se frisar que, durante o dia, a câmera com infravermelho pode borrar a imagem.

 

Câmeras e Mini-câmeras

» Câmera CCD: possui em seu interior um sensor de luz em estado sólido, que é o componente responsável por transformar a luz em sinal elétrico. O nome desse sensor é CCD. Esse tipo de câmera apresenta diversos recursos, como possibilidade de troca de lentes, ajustes de luminosidade, maior qualidade de imagens etc. Essas câmeras são instaladas ostensivamente, para causarem o efeito psicológico de dissuasão da atividade criminosa.

» Mini Câmeras: oferece menos recursos, principalmente em relação às lentes que não podem ser trocadas. Possui o sensor CCD. As mini câmeras, são usadas mais para casos de investigação, sendo instalas de forma oculta ou discreta. Auxiliam na identificação de furtos internos e fraudes.

» Câmera Falsa: instaladas em pontos estratégicos a fim de inibir a intrusão e vandalismo. Não possuem mecanismos de exibição de imagens, apesar da aparência de real. Imitações perfeitas de câmeras verdadeiras para efeito psicológico.


Uma televisão possui em media 483 linhas para formação das imagens. Ao adquirir uma câmera de CFTV é necessário verificar a quantidade de linhas que ela produz. Quanto maior o número de linhas, melhor e mais nítida as imagens.

Existem câmeras que possuem somente 380 linhas e assim não teremos uma imagem de boa qualidade. Em muitos prédios que demos consultoria, verificamos que o sistema de CFTV já instalado, normalmente apresentava péssima qualidade de imagem. Em alguns casos não se vislumbrava a placa de veículos e a fisionomia das pessoas, estando assim, praticamente inoperante o sistema. Câmeras de baixa qualidade produzem imagens sem definição. O ideal é adquirir câmeras com resolução superior a 480 linhas.

CÂMERAS COLORIDAS E PRETO E BRANCO

No mercado encontramos câmeras que registram imagens coloridas e devem ser ligadas a monitores coloridos, pois senão a imagem será em preto e branco. Temos também, câmeras que registram imagens em preto e branco e de preferência devem ser ligadas a monitores monocromáticos (preto e branco), mas podem estar acopladas a monitores coloridos. Em ambientes com pouca iluminação(ex: garagem,escadas etc.) recomendamos as câmeras P/B pois o fato de serem monocromáticas, são mais sensíveis e capazes de captar imagens mais definidas. As câmeras coloridas proporcionam maior riqueza de detalhes, proporcionando imagem nítida das pessoas. Porém, devem ser instalados em locais bem iluminados. Já as câmeras preto e branco tem custo mais acessível e com maior opção de lentes. No geral, necessitam menos de iluminação. Conclusão: as câmeras coloridas possuem uma definição de imagem muito melhor do que as câmeras preto e branco, porem são mais sujeitas a interferências externas e perda de sinal. As preto e branco são mais sensíveis na captação de imagens porem possuem definição mais limitada. Desta forma, nos locais onde a definição de imagem deve ser muito boa (portaria ou local de volume grande de passagem de pessoas), deve-se usar câmeras coloridas, em razão da sua melhor definição. Já nas saídas de garagens e interior de escada, podemos usar tranqüilamente câmeras preto e branco, principalmente pela baixa luminosidade nesses locais.

CÂMERA COM MICROFONE

Diversas câmeras permitem a inclusão de áudio ao sistema, para captação de som. É adequada somente para ambientes internos.

CÂMERAS CCD/TIPOS DE LENTES:

- Lente Comum: não possui correção automática de luminosidade
- Lente com auto-iris: permite a câmera compensar a luminosidade do local e assim conseguimos uma melhor imagem, independentemente da iluminação. Ocorre que essa tarefa tem que ser feita manualmente por meio de movimento mecânico de partes das lentes (obturador da lente)
- Lente com auto-iris eletrônico: a compensação de luminosidade é feita eletronicamente
obs.: temos dois tipos de lentes com auto íris: Lentes DC: tem o controle feito por intermédio de tensão continua, proveniente das câmeras, Lentes Com Controle de Vídeo: tem a íris controlada por meio do sinal de vídeo proveniente das câmeras


DISTÂNCIA FOCAL

O campo ou área abrangida pela câmera é definido pela distancia focal. Encontramos lentes de 4mm, 8mm,12mm etc. Com uma lente de distancia focal pequena abrangeremos uma área maior do que com uma lente de distancia focal grande. Com uma lente de 4 mm termos uma abrangência maior pela câmera e com a lente de 12 mm conseguiremos uma imagem mais aproximada de um objeto distante. Não podemos esquecer das lentes varifocais, que possui distancia focal ajustável


ABERTURA DA LENTE

Para registrarmos objetos com pouco luminosidade, necessitamos de lentes com maior abertura. As minicâmeras ficam prejudicadas nesse quesito pois a abertura da lente da câmera é menor que uma câmera CCD


ILUMINAÇÃO POR INFRAVERMELHO

Uma câmera com o recurso da iluminação infravermelha permite o registro de imagens no escuro. Por outro lado, não devem ser usadas em locais iluminados, pois a imagem apresentara borrada na tela.


CÂMERAS QUE SE MOVIMENTAM

Temos a câmera “PAN” que realiza movimentos horizontais e normalmente ficam dentro de Domus. Para que o operador possa manuseá-la a distancia, faz-se necessário uma mesa controladora. Já o modelo “PAN-TILT” promove movimentos horizontais e verticais da câmera e geralmente é instalada dentro de um Domus. Uma mesa de controle poderá controlar os movimentos horizontais e verticais e também o zoom.


DOMO

É uma cúpula usada para proteger a câmera e também para impedir que algum transeunte saiba para onde à câmera esta direcionada. O Domo é usado para câmeras móveis (Pan ou Pan-Tilt) e normalmente apresenta-se na cor roxo escura.

 

 

Câmera IP

 

Uma câmera IP é uma câmera de vídeo que pode ser acessada e controlada por via de qualquer rede IP, como a LAN, Intranet ou Internet. Usando simplesmente um navegador web e uma conexão de Internet de alta velocidade, usuários podem convenientemente ter acesso ao vídeo de uma câmera e, em alguns casos, até áudio, de qualquer local que esteja.

Os modelos atuais são compatíveis com as tecnologias Ethernet e Wi-Fi e são separadas em categorias como Pan/Tilt/Zoom que permite ao usuário mudar o ângulo das câmeras, habilitar áudio, controlar uso de luz infravermelha para uso noturno, entre outros.

 

Como funciona

 

Equipado com um servidor interno e uma placa de processamento, os dispositivos, que também se referem às câmeras IP, combinam as capacidades de uma câmera poder filmar e um computador para armazenar. Melhor que as CCRTS, as câmeras IP não necessitam de softwares ou placas adicionais, tornando fácil sua instalação e manuseio dentro de uma rede, pois ele possui seu próprio endereço de IP, ele se conecta automaticamente na rede por meio de um hub/roteador, funcionando 24 horas por dia. As câmeras IP são facilmente integradas a redes já existentes através do sistema Universal Plug and Play (UPnP).

Benefícios

 

  • Segurança: câmeras IP podem ser usadas em conjunto de um sistema de alarme à parte, fazendo com que ela grave apenas quando um sensor ou o sistema de alarme soar ou enviar um e-mail de alerta ao sinal de uma invasão ou atividade no campo de visão da câmera.
  • Acessibilidade: podem ser acessadas de qualquer local via navegador web.

 

Onde as câmeras IP são usadas?

 

  • Usuários Domésticos: Moradores podem perfeitamente acompanhar seus filhos, animais, empregados, fluxo de carro na rua, vendo tudo em tempo real no local de trabalho. Alguns modelos ainda possibilitam a saída de áudio e a pessoa pode do outro lado falar pelo microfone do computador e o som sai pela câmera.
  • Pequenas empresas: Muito usado em empresas que possuem grande estoque de mercadorias. Monitoramento 24 horas é a melhor solução para quem quer tranqüilidade e quiser conferir seu estoque. As câmeras IP mais modernas vem equipadas com sensor de movimento, que podem ser ligadas aos alarmes ou automaticamente enviam um email para o usuário avisando que houve movimento na área.
  • Escritórios: São facilmente monitorados de qualquer computador remoto ligado a internet. Pode-se monitorar fluxo de pessoas, estoque entre outros.
  • Lugares externos e públicos: Hospitais, parques, locais de transito de carros e pessoas, escolas. Zoom e foco automático ajudam na detecção da pessoa no caso de roubo. As imagens capturadas podem ser de grande ajuda na identificação de suspeitos.

 

10 razões para utilizar câmera IP que seu vendedor de câmera analógica nao irá lhe dizer

As câmeras IP inclui um número de fatores para considerarmos seriamente na comparação entre os 02 tipos das câmeras podem fornecer ao usuário final. Características como desempenho, interoperabilidade, flexibilidade, adaptado ao futuro e conectividade de redes baseada no protocolo TCP/IP. Portanto, no nosso documento, procuramos enumeras as 10 diferenças mais importantes entre as câmeras IP e as câmeras de circuito analógico e porque esses fatores são tão importantes quando você necessitar comprar uma nova câmera ou ampliar o seu sistema de vigilância já existente.

 

  1. Problemas de entrelaçado - Uma câmera analógica em alta resolução (4CIF) tem um problema significativo de entrelaçamento. Isto porque com um sinal de vídeo analógico, mesmo ligado num DVR, todas as imagens são compostas de linhas, e cada imagem é formada por 02 campos entrelaçados. Quando uma imagem tem bastante movimento, a imagem começa a "borrar". Isso se deve que uma imagem em movimento resulta-se da captura de 02 campos entrelaçados. Já com as câmeras IP, elas empregam um sistema de tecnologia de "varredura" que melhor se adequa a capturar claramente os movimentos das imagens. Ou seja, as imagens são capturadas por um tempo, e logo depois exibidas, proporcionando assim nitidez das imagens em movimento.
  2. Aumentos de confiança e produção com Power Over Ethernet - Fornecer energia para as câmeras analógicas tem sido um obstáculo e um custo adicional ao projeto. O padrão IEEE 802.3af para Power Over Ethernet (PoE) tem obtido grande sucesso devido a grande economia que esse sistema oferece. Nas câmeras analógicas, não tem essa função disponível, pois o PoE significa receber energia através do mesmo cabo de rede que fornece a parte de dados (Cat 5). Como esse sistema é padronizado, isso quer dizer que, todos os equipamentos que tem essa função são compatíveis, maximizando assim os beneficios para todos os usuários desse sistema. Numa aplicação de vigilância, PoE tem um beneficio adicional: As câmeras podem obter energia a partir de um backup de energia centralizado numa sala de servidores, assim numa falha de energia eles continuarão funcionando, por exemplo, se num assalto, desligarem a chave geral, as câmeras continuarão capturando as imagens.
  3. Resolução de megapixels - As câmeras analógicas trabalham no padrão NTSC/PAL com uma resolução correspondente a 0.4 megapixels (4CIF). Para os mais recentes monitores de vídeo e câmeras digitais, os usuários agora necessitam de uma resolução de uma faixa maior de megapixels. A necessidade dos usuários começou a demandar uma melhora nos equipamentos, como um sistema de vigilância. Uma câmera IP de alta resolução fornece uma imagem com mais detalhes e pode capturar grandes áreas. Isso garante que um investimento num sistema de segurança não serão desperdiçados, devido nao poder identificar um rosto de uma pessoa ou não capturar pessoas numa áera. Além disso, com alta resolução se torna possível, algumas funções como pan, tilt e zoom.
  4. Câmeras inteligentes - Num mundo atual, onde o crescimento da necessidade de monitorar as imagens se tornam essencias, as câmeras inteligentes são as grandes tendências desse sistema. Para de adaptar as novas demandas de mercados, as câmeras vem com um sistema de detector de movimento e gerenciamento de alarmes, onde a câmera decide, quando enviar um vídeo, em quantos frames e em qual resolução, e quando alerta um operador para monitorar ou executar alguma ação. Cada vez mais, algoritimos inteligentes, estão sendo integrados dentro das câmeras IP. Inteligências nesses equipamentos, os tornam muitos mais efetivos e confiáveis num sistema de vigilância, que não existe com um DVR ou em outro sistema centralizado de vigilância.
  5. PTZ integrado e controle de entrada/saída - Ativando PTZ nas câmeras analógicas, o comunicação serial que controla o movimento PTZ, requer cabeamento separado do sinal de vídeo, aumentando assim o custo do projeto. A tecnologia de câmera IP habilita o controle PTZ através da mesma rede que transmite o vídeo. Com a câmera IP DOME, os comandos PTZ são enviados pela rede IP, resultando numa grande economia e tendo uma grande flexibilidade. Além do mais, as câmeras IP podem integrar entrada e saída de sinais, como alarmes e controles de travas. Somando isso tudo, temos menos cabos, menos dinheiro e flexibilidade grandíssima e uma grande potencial de integração com seu ambiente.
  6. Audio integrado - Para algumas aplicações, o audio cada vez mais vem se tornando essencial. Com o sistema analógico o audio não é possível, a nao ser que no seu DVR possua um canal de audio. Uma câmera IP resolve isso, capturando o audio da câmera, sincronizando com o vídeo ou integrando no mesmo sistema de stream de video e então sendo enviado para monitoramento e gravação pela rede. O audio também pode ser bi-direcional permitindo a comunicação através dos alto-falantes.
  7. Comunicação segura - Com as câmeras analógicas as imagens são tranportadas via cabo coaxial sem nenhuma criptografia ou autenticação. Isso permite que qualquer pessoa possa ver as imagens da camera. Já nas câmeras IP, elas podem criptografar as imagens que serão enviadas pela rede, garantindo assim que só as pessoas habilitadas visualizem as imagens. As câmeras IP também podem
  8. Flexivel, eficaz - As câmeras analógicas são transmitidas por custos caros de cabos coaxiais ou fibra, ou recursos de rede sem fio. Para todos os métodos, dependendo das distâncias, a qualidade da imagem será influenciada. Adicionando energia, sensores e audio, complica ainda mais a situação. As câmeras IP ultrapassou esses obstáculos, reduzindo os custos e aumentandos as opções. Você pode visualizar suas imagens de qualquer lugar do mundo, que as câmeras produz as imagens digitais, sem prejudicar a qualidade das mesmas. As câmeras IP são estáveis, usam recursos de tecnologia padronizada reduzindo os custos de implantação.
  9. Uma verdadeira solução digital - O sensor CCD numa camera analógica gera um sinal analógico, que é digitalizado por um conversor A/D tornando possível melhor a imagem na função DSP. O sinal então é convertido novamente para analógico para ser transportado através do cabo coaxial. Finalmente, no DVR o sinal é novamente digitalizado permitindo a gravação. No total das três conversões, a cada uma, é perdido a qualidade da imagem. Num sistema de câmera IP, as imagens são digitalizadas uma única vez, e assim ficam todo o momento - não é necessário conversão, logo nao há degradação da imagem.
  10. Menor custo total - É claro que todas as características descritas acima tem um custo. O preço inicial de uma camera ip pode ser muito mais elevado se compararmos apenas as câmeras. Mas se compararmos o custo por canal e a câmera IP, com toda flexibilidade e características, rapidamente se torna comparável com um sistema analógico usando um DVR. Em muitos casos, os custos inicias de um sistema de vigilância baseado em câmeras IP são mais baixos para as opções analógicas. O custo baixo total para sistema de câmera IP é principalmente um resultado de aplicações e armazenamentos de padrões universais, sistemas abertos (opens source), e nao de hardware proprietário como o DVR. Isso radicalmente reduz os custos de gerenciamento e equipamentos, em particular, para grandes sistemas, quando armazenamento e servidores tem um papel significativo no custo total da solução. Custos adicionais dependem da infra-estrutura utilizada. Redes IP's, como internet, LAN, e outros métodos de conexão como wireless, podem ser aproveitados para outras aplicações da empresa, reduzindo assim o custo da instalação, e não precisando ter custos como cabos coaxiais ou fibras.
 

Seleção da câmera

 

A seleção da câmera correta é essencial para uma instalação bem-sucedida.

Há uma série de coisas a serem consideradas: área e ângulo de cobertura, exigências operacionais - detecção/reconhecimento/identificação, restrições ambientais e outros. Também deve ser levado em conta o fato da câmera ser operada em condições específicas, extremas, ou se for colocada em áreas difíceis quanto à luz, como em ambientes extremamente escuros ou em ambientes com alto contraste entre áreas iluminadas e escuras.

 

Diretrizes para a escolha de uma câmera de rede

 

 

1. Definir o objetivo de vigilância: visão geral ou alto nível de detalhamento

 

As imagens panorâmicas permitem ver uma cena geral ou a movimentação geral das pessoas. Imagens altamente detalhadas são importantes para a identificação de pessoas ou objetos (por exemplo, rostos ou placas de carros, monitoramento de pontos de vendas). O objetivo de vigilância determinará o campo de visão, o posicionamento da câmera, e o tipo necessário de câmera/lente.

 

2. Vigilância oculta ou visível

 

Isso ajudará na seleção das câmeras, dos compartimentos e das fixações que oferecem uma instalação discreta ou não discreta.

 

3. Área de cobertura

 

Em um determinado local, defina o número de áreas de interesse, quantas dessas áreas devem ser cobertas, e se as áreas estão localizadas relativamente próximas umas das outras ou se estão muito separadas. A área determinará o tipo de câmera e o número de câmeras necessárias.

Uma área pode ser coberta por várias câmeras fixas ou por algumas câmeras PTZ. Considere que uma câmera PTZ com recursos de grande zoom óptico pode gerar imagens mais detalhadas e vigiar uma área extensa. Entretanto, uma câmera PTZ pode proporcionar uma visão breve de uma parte da sua área de cobertura por vez, ao passo que uma câmera fixa é capaz de cobrir integralmente a sua área o tempo todo. Para usar plenamente os recursos de uma câmera PTZ, é necessário contar com um operador, ou é necessário estabelecer uma ronda automática.

Um dos benefícios exclusivos que o vídeo em rede oferece ao mercado de vigilância é a capacidade de ir além das limitações de velocidade de quadros e resolução PAL/NTSC tradicionais, e mostrar vídeos em alta resolução com ótimos detalhes de imagem. Câmeras HDTV, megapixel e de resolução padrão possuem áreas de aplicação e benefícios diferentes. Por exemplo, se houver duas áreas de interesse relativamente pequenas e próximas uma da outra, uma câmera HDTV ou megapixel com uma lente grande-angular pode ser usada em vez de duas câmeras que não sejam megapixel.

 

4. Exigências quanto à sensibilidade à luz e iluminação

 

As câmeras com lentes auto-iris como a DC-iris ou P-iris são necessárias para ambientes externos. Além disso, considere o uso de câmeras diurnas ou noturnas, devido à sua sensibilidade de luz ou se for necessária uma iluminação adicional ou luz especial de fontes como lâmpadas IV. Tenha em mente que, por não haver padrão de indústria para a medição de sensibilidade de luz, as medições lux em câmeras de rede não são comparáveis dentre os diferentes fornecedores de produtos de vídeos em rede.

 

5. Qualidade de imagem

 

A qualidade de imagem é um dos aspectos mais importantes de qualquer câmera, mas é difícil quantificá-la e medi-la. A melhor maneira de determinar a qualidade da imagem é instalar várias câmeras e examinar as imagens resultantes do vídeo. Se capturar objetos em movimento é uma prioridade clara, é importante que a câmera de rede use a tecnologia de varredura progressiva.

 

6. Resolução

 

Para aplicações que exigem imagens detalhadas, as câmeras megapixel ou HDTV podem ser a melhor opção.

 

7. Compactação

 

Os três padrões de compactação de vídeo oferecidos nos produtos de vídeo em rede são o H.264, o MPEG-4 e o Motion JPEG. O H.264 é o padrão mais recente, proporcionando a maior economia de largura de banda e espaço de armazenamento.

 

8. Áudio

 

Se for necessário áudio, verifique se é necessário o áudio unidirecional ou bidirecional. As câmeras de rede com áudio são distribuídas com um microfone embutido e/ou uma entrada para microfone externo e um alto-falante ou uma saída de linha para alto-falantes externos.

 

9. Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente

 

Muitas vezes, as funções de gerenciamento de eventos são configuradas através de um software de gerenciamento de vídeo, sendo suportadas por portas de entrada/saída e recursos de vídeo inteligente em uma câmera de rede ou um codificador de vídeo. A realização de gravações com base em gatilhos de eventos a partir de portas de entrada e recursos de vídeo inteligente em um produto de vídeo em rede economiza largura de banda e espaço de armazenamento, e permite que os operadores tomem conta de um número maior de câmeras, pois nem todas as câmeras exigem monitoramento ao vivo, a menos que um alarme/evento ocorra.

 

10. Funções de rede

 

Entre as considerações estão as seguintes: PoE; criptografia HTTPS para criptografia de fluxos de vídeo antes que eles sejam enviados pela rede; filtragem de endereços IP, que concede ou nega direitos de acesso a endereços IP definidos; IEEE802.1X para controlar o acesso a uma rede; IPv6; e funções wireless.

 

11. Interface aberta e software de aplicativos

 

Um produto de vídeo em rede com uma interface aberta aumenta as possibilidades de integração com outros sistemas. Também é importante que o produto seja apoiado por boas opções de aplicativos e um software de gerenciamento que facilite a instalação e os upgrades dos produtos de vídeo em rede.

Outro aspecto importante, externo à câmera de rede em si, é a escolha do fornecedor do produto de vídeo em rede. Como as necessidades crescem e se modificam, o fornecedor deve ser considerado um parceiro de longo prazo. Isso significa que é importante escolher um fornecedor que ofereça uma linha completa de produtos de vídeo em rede e acessórios que atendam às necessidades tanto de hoje como no futuro. Além disso, o fornecedor deve oferecer inovação, suporte, upgrades e um roteiro de produtos a longo prazo.

Assim que for tomada uma decisão sobre a câmera necessária, é recomendável adquirir uma e testar sua qualidade antes de fazer uma compra com quantidades maiores.

 

Determinando a área de cobertura

 

O campo de visão necessário deveria ser definido ao se selecionar as câmeras. O campo de visão é determinado pela distância focal da lente e pelo tamanho do sensor de imagem; ambos são especificados na folha de dados da câmera de rede.

A distância focal de uma lente é definida como a distância entre a lente de entrada (ou um ponto específico de um conjunto de lente complexo) e o ponto para o qual todos os raios de luz convergem (normalmente, o sensor de imagem da câmera). Quanto maior a distância focal das lentes mais estreito será o campo de visão (CdV).

O campo de visão pode ser classificado em três categorias:

  • Visão normal: Oferece o mesmo campo de visão que o olho humano.
  • Telefoto: Um campo de visão mais estreito que oferece, em geral, detalhes mais refinados do que o olho humano pode captar. Uma lente de telefoto é usada quando o objeto vigiado é pequeno ou está muito distante da câmera. Uma lente de telefoto geralmente tem menos capacidade de captura de luz que uma lente normal.
  • Grande-angular: Um campo de visão maior com menos detalhes que na visão normal. Uma lente grande-angular geralmente oferece uma boa profundidade de campo e um bom desempenho com baixa luminosidade. Às vezes, as lentes grande-angulares geram distorções geométricas, por exemplo, o efeito “olho de peixe”.
 
Figura 5 Diferentes campos de visão: visão Grande-angular (à esquerda); visão normal (no meio); telefoto (à direita).
 

É sempre recomendável tirar uma foto instantânea com uma câmera para verificar se a cobertura está correta e se a profundidade de campo é suficiente para capturar o necessário. Já que a profundidade de campo muda com a luminosidade disponível, certifique-se de checar isto várias vezes ao dia.

      Infraestrutura de cabeamento

 
 

Uma instalação de baixa qualidade ou incorreta do cabeamento de rede pode causar inúmeros problemas em sua rede de computadores.

Por menor que possa parecer, um problema com o cabeamento de rede pode ter um efeito catastrófico nas operações da rede. Até mesmo uma pequena torção no cabo pode fazer com que a câmera responda de forma intermitente e um conector mal colocado pode impedir o Power over Ethernet (PoE) de funcionar adequadamente.

Se houver um cabeamento existente na instalação, pode-se usar um adaptador: O Ethernet para adaptador coaxial PoE é uma escolha ideal para a instalação de câmeras quando os cabos coaxiais já estão presentes e podem ser muito longos ou inacessíveis. O adaptador coaxial PoE permite a comunicação IP sobre um cabeamento coaxial de vídeo já existente e converte um sistema analógico para digital. Com esse adaptador, o cabeamento pode ser de 100 metros.

Considerações ao realizar o cabeamento

 

Use os padrões de instalações elétricas corretos

 

Há dois padrões de instalações elétricas para o cabeamento de rede: T568a e T568b. NÃO COMBINE T568a e T568b no mesmo cabo.

 

Use cabeamento CAT 5e ou CAT 6 de alta qualidade

 

Os cabos são classificados de acordo com as taxas de dados que eles podem transmitir de forma eficaz. As especificações também descrevem o material, os conectores e o número de vezes que cada par é torcido por metro. A categoria mais utilizada é a CAT 5e. Certifique-se que o cabeamento em sua instalação cumpra com a categoria (Cat) exigida.

  • Cat 3 (não é mais utilizada) com largura de banda de 16 MHz
  • Cat 5e com largura de banda de 100MHz
  • Cat 6 até 250 MHz
  • Cat 6A até 500 MHz
  • Cat 7 até 600 MHz
  • Cat 7A com alcance de frequência até 1000 MHz

Os arquivos de vídeo são geralmente arquivos de dados muito grandes e precisam ser movimentados por toda a rede o mais rápido possível. Em geral, é possível usar cabeamento Cat 5 de boa qualidade para redes de gigabites. Recomenda-se usar cabeamento Cat 5e ou Cat 6 para conectividade por gigabite, mesmo que os interruptores e roteadores da rede existente suportem apenas 100 Mbps. Isso garantirá que a infraestrutura do cabeamento esteja devidamente instalada quando houver uma atualização para gigabite. O restante dos pontos é aplicado da mesma forma às conexões de 1 Gbps e 100 Mbps - ambas podem ser afetadas por cabeamento de baixa qualidade e conexões incorretas.

 

Tenha bons cabeamentos

 

Certifique-se que de seu cabeamento cumpra com as exigências de seu equipamento. A distância entre o transmissor e o receptor não pode ser maior que 100 m (325 pés) no total. Se for instalar os soquetes, lembre-se de considerar a distância entre o soquete e o computador. Uma bom padrão seria 90 metros para as instalações horizontais e 10 metros para o cabeamento embutido. Também é importante estar ciente de que todo o comprimento do cabo e conectores é do mesmo tipo, como STP.

NÃO passe cabos próximos ao cabeamento elétrico principal (por causa do potencial de interferência) ou suspenda o cabeamento de rede no teto (isso pode violar códigos de edifícios e regulamentos de segurança contra incêndios).

Os produtos  são projetados para uso com cabos de par trançado blindado (STP) na Europa devido às especificações de identificação CE e são aprovados EMC com cabos STP. Essa especificação também é válida para muitos outros países como Austrália/Nova Zelândia, Canadá, Coreia e Japão. O use dos cabos STP é especialmente importante para manter um alto grau de imunidade para RF (frequência de rádio), distúrbios elétricos e magnéticos, bem como fornecer o grau mais baixo possível de emissão de frequência de rádio conduzida e irradiada.

É obrigatório usar cabos STP onde a câmera for usada externamente ou onde o cabo de rede for passado por áreas externas. Os cabos STP também reduzem os efeitos de relés de potência em locais fechados, inversores de motor e cabos elétricos que correm em paralelo com os cabos de rede. Cabeamento com par trançado blindado (STP) precisa ser aterrado. Isto normalmente é realizado uma vez que a chave ou o adaptador POE é conectado a um soquete principal aterrado. Para mais informações sobre STP versus UTP, vá paraCabos de rede blindados ou sem blindagem

No entanto, produtos que foram testados quanto à compatibilidade de acordo com as especificações EMC nos EUA para uso interno com cabo sem blindagem, UTP. A vantagem do uso de cabos UTP é que eles oferecem um nível mais alto de frequência de rádio emitida e uma maior suscetibilidade à imunidade de frequência de rádio. O ambiente elétrico deve ser considerado ao decidir qual tipo de cabo de par trançado será usado.

Uma vez que o cabeamento de rede normalmente usa fiação sólida, o mesmo não deve ser trançado ou dobrado em um raio muito apertado (não pode ser inferior a 4 vezes o diâmetro do cabo). Não use grampos metálicos para firmar as instalações dos cabos, nem capas para cabos muito apertados. Evite uma topologia de rede de ligação em cadeia.

 

Use os conectores corretos

 

Conexões de rede usam conectores RJ45 projetados para cabos sólidos ou trançados em filamentos, mas não ambos, normalmente. Certifique-se de usar a ferramenta correta de ondulação para o tipo específico de conector. Certifique-se de que o tipo de conectores RJ45 seja coordenado com o tipo de cabo, STP ou UTP, usado.

 

Mantenha os pares juntos e faça a instalação elétrica corretamente

 

Um cabo de rede consiste em quatro pares de fios trançados e esses são codificados por cores (laranja, verde, azul e marrom). A especificação de cabos foi projetada para transferência de dados em alta velocidade e muito pouca diafonia. É muito importante que não mais que 6 mm de cabo sejam destrançados em cada ponta. Caso contrário, problemas como a "diafonia na extremidade próxima" podem surgir, o que acarreta em um impacto prejudicial à sua rede. É essencial que você instale o plugue corretamente e não apenas dos pinos 1 a 8 em ambas as extremidade.

 

Condições ambientais

 

Considerações ambientais, por exemplo, se a câmera será instalada em ambientes internos ou externos, determinam o cabeamento e conectores a serem usados.

Dependendo do ambiente, a câmera deve ser instalada com o compartimento adequado, para oferecer o nível correto de proteção. Se a câmera for exposta a ácidos, condições severas de tempo ou calor ou frio extremos, a câmera precisará de um compartimento que suporte esse tipo de ambiente. Para mais informações sobre questões ambientais, veja o Desafio 5, Considerações Ambientais.

 

Certifique a instalação

 

Em redes de fios de cobre com pares trançados, a certificação para cabos de cobre é obtida através de uma completa bateria de testes, de acordo com os padrões definidos pela Associação da Indústria de Telecomunicações (TIA) ou a Organização Internacional para Padronização (ISO). Esses testes são feitos usando uma ferramenta de certificação, que oferece uma informação de "Aprovado" ou "Reprovado".


 
Figura 1. Um compartimento de cabos bem instalado e bem estruturado, usando um cabeamento com codificação por cores causa uma impressão muito mais profissional e também demonstra aderência aos respectivos padrões.

    Colocação da câmera

 
 

Ao determinar o local de colocação da câmera durante a instalação, muitos fatores devem ser levados em consideração. Conforme mencionado na Seleção da Câmera, os objetivos de vigilância decidem que tipo de câmera deve ser usada, bem como a forma de a câmera ser colocada.

Obter uma imagem utilizável envolve muito mais do que simplesmente apontar a câmera a um objeto. Luminosidade, ângulo, reflexos, áreas sem visibilidade e o fator zoom para câmeras PTZ são algumas das coisas a serem consideradas. Evitar luz de fundo e reduzir reflexos são outros fatores que deveriam ser considerados. Em alguns ambientes, a fim de resolver problemas desafiadores com cenas, é mais fácil mudar o próprio ambiente.

O posicionamento das câmeras também é um fator importante para evitar o vandalismo. Se as câmeras forem posicionadas fora do alcance, em paredes altas, ou no teto, muitos ataques por impulso do momento poderão ser evitados. A desvantagem pode ser o ângulo de visão, que pode ser compensado até certo ponto com a escolha de uma lente diferente.

 

Objetivo da câmera

 

O objetivo de cada câmera deve ser especificado de forma clara. Se o objetivo for obter um panorama de uma área para acompanhar o movimento de pessoas ou objetos, a câmera adequada à tarefa deverá ser posicionada de forma a atingir esse objetivo.

Se a intenção for identificar uma pessoa ou um objeto, a câmera deverá ser posicionada ou focalizada de forma a capturar o nível de detalhes necessário para fins de identificação. Autoridades policiais locais também podem estabelecer diretrizes sobre a melhor maneira de posicionar uma câmera.

 

Campo de visão

 

A maneira mais rápida de descobrir a lente com a distância focal necessária para o campo de visão desejado é usar uma calculadora de lente rotativa ou uma calculadora de lente on-line.

O tamanho do sensor de imagem de uma câmera de rede, normalmente 1/4”, 1/3”, 1/2” e 2/3”, também deve ser usado no cálculo. A desvantagem de usar uma calculadora de lentes é que ela não leva em conta nenhuma possível distorção geométrica de uma lente.

 

A distância da câmera do objeto

 

Para calcular a distância, use o Teorema de Pitágoras: a² + b² = c²

 
 
Figura 11 Teorema de Pitágoras: a² + b² = c²

 

 

Cobertura de grandes áreas com pontos de captura

 

Uma câmera pode fornecer uma visão geral da cena, mas provavelmente não fornecerá detalhes suficientes para identificação de pessoas na área. Se este for um dos objetivos da vigilância, será necessária uma câmera adicional, a ser incluída no projeto (veja Figura 11). A identificação agora é possível quando a pessoa entra em uma grande área. A informação sobre onde e como muitas pessoas estão na sala ainda pode ser obtida de forma objetiva, usando-se uma câmera grande angular adicional.

 
 
Figura 12 Sala coberta por duas câmeras: uma câmera cobre a visão geral e a outra cobre o ponto de captura.
 
 

Considerações de luz

 

Para uma colocação bem-sucedida da câmera, as consideração quanto à luz são cruciais. É fácil e econômico acrescentar lâmpadas fortes em situações tanto internas como externas para criar as condições de iluminação necessárias à captura de boas imagens.

Ao montar câmeras externamente, é importante considerar a mudança da luz do sol durante o dia. Também é importante evitar a luz solar direta, pois ela “cega” a câmera e pode reduzir o desempenho do sensor de imagem. Se possível, posicione a câmera com o sol por trás.

 

Evite luz de fundo

 

Esse problema com a luz de fundo normalmente ocorre quando se tenta capturar um objeto na frente de uma janela. Para evitar esse problema, mude o ambiente ao reposicionar a câmera ou use cortinas e feche as persianas, se possível. Um carpete também pode ser usado para reduzir reflexos em situações como esta, reduzindo a quantidade de luz de fundo. Se não for possível reposicionar a câmera, acrescente iluminação frontal. As câmeras que operam com a faixa dinâmica ampla lidam melhor com situações de iluminação traseira.

 
 
Figura 13 Nesta cena, as persianas e uma planta foram usadas para resolver o problema com a luz de fundo.
 

 

Direções do sol

 

Ao montar câmeras externamente, é importante considerar a mudança da luz do sol durante o dia. Durante parte do dia (pôr do sol), a câmera riscada na Figura 13 deveria estar virada em direção ao sol.

Se a parte externa de um prédio deve ser monitorada, a localização pode ser mais ou menos afetada pela luz solar direta. Coloque a câmera onde a luz solar cause impacto mínimo.

 
 
Figura 14 A luz do sol pode variar durante o dia.
 

 

Ângulos da câmera

 

Detecção de zonas e áreas sem visibilidade

 

Os alcances/áreas diferentes da câmera são mostrados na Figura XX. A linha mais próxima da câmera é onde se pode detectar a altura máxima. A linha amarela mostra a altura detectável mínima exigida. A área de detecção está entre estas linhas. Estes fatores precisam ser considerados no momento da instalação, para assegurar uma cobertura adequada da câmera.

 
 
Figura 15 Cuidado com as zonas mortas da câmera.
 
 

O campo de visão precisa ser verificado horizontal e verticalmente. Normalmente o plano é baseado em plantas que apenas oferecem a visão de cima da área. Uma visão lateral também deve ser considerada para garantir a cobertura desejada.

 
 
Figura 16 Lembre-se de verificar o campo de visão horizontal e verticalmente.
 
 

Câmera em relação ao ângulo dos objetos

 

Ao colocar as câmeras em portas ou entradas, deve-se ter cuidado para evitar um alto ângulo de visão. Como se vê nas imagens, quanto maior o ângulo em relação ao objeto, mais difícil é o reconhecimento facial. Como se vê, o ângulo de 10 a 15º oferece a melhor visão para a identificação visual. Por outro lado, ao se colocar a câmera mais alta , ela fica fora do alcance de vândalos. Tudo se volta aos objetivos da vigilância - a identificação é necessária?

 
 
Figura 17 Quanto maior o ângulo em relação ao objeto, tanto mais difícil é o reconhecimento facial.
 
 

Ambiental

 
 

As câmeras de vigilância são geralmente colocadas em ambientes muito exigentes. A falha em proteger um dispositivo instalado adequadamente contra fatores ambientais pode causar dano prematuro ou anular a garantia do produto.

Pode parecer óbvio que uma câmera instalada em um ambiente externo possa necessitar de um compartimento específico, mas isso também pode ser necessário dentro de uma instalação industrial com uma alta quantidade de umidade ou poeira no ar. Avaliar e entender as condições ambientais antes da instalação é essencial para selecionar as câmeras corretas e para prolongar o seu tempo de vida útil.

 

Selecionar o compartimento correto com base nas condições

 

Os compartimentos de proteção de câmeras estão disponíveis em diferentes tamanhos e qualidades, e oferecem diferentes recursos. Os compartimentos são feitos de metal ou plástico, e podem ser classificados em dois tipos gerais: compartimentos para câmeras fixas e compartimentos para câmeras de cúpula.

Alguns fatores devem ser levados em consideração para selecionar um compartimento de proteção, entre eles:

  • Abertura lateral ou deslizante (para caixas de câmeras fixas)
  • Acessórios de montagem
  • Cúpula transparente ou fumê (para caixas para câmeras de cúpula)
  • Organização dos cabos
  • Temperatura e outros fatores (considere a necessidade de um aquecedor, proteção solar, ventilador e limpadores)
  • Fonte de alimentação (12 V, 24 V, 110 V, etc.)
  • Nível de resistência a vandalismo

Use os conectores corretos

 

O conector push-pull RJ-45 (IP66) que acompanha as câmeras de cúpula PTZ prontas para ambientes externos tem de ser instalado de acordo com as instruções disponíveis no documento a seguir: 
Guia de Instalação do Conector Push-Pull RJ-45

O cliente pode usar o conector que acompanha o produto ou pode pedir um cabo opcional pré-montado com o conector já preso a ele, chamado de Cabo RJ-45 com classificação IP66 com conector pré-montado (CAT6) 5 m. Este conector mantém a classificação IP66 da câmera e evita que poeira e umidade entrem na montagem da cúpula.

Cabos de Ethernet podem ser instalados externamente, mas sua fina caixa plástica deteriorará rapidamente quando exposta aos elementos. Para melhores resultados, os cabos externos de Ethernet devem ser colocados em um conduíte e enterrados a uma boa distância das linhas elétricas ou outras fontes de interferência elétrica. Lembre-se de usar cabos STP onde a câmera for usada externamente ou onde o cabo de rede for passado por áreas externas.

Canos de plástico ou PVC, instalados com proteção à prova d'água, podem funcionar como conduíte. Cabos externos especiais ou de CATEGORIA paraenterro direto podem ser usados nas instalações externas. Cabos de enterro direto CAT5 custam mais, mas são especialmente projetados para uso externo. Tanto os cabos simples como os de enterro direto CAT5 atraem descargas atmosféricas em certo nível. Simplesmente enterrar um cabo não reduz sua atração a descargas atmosféricas. Da mesma forma, as proteções contra explosões CAT5 podem ser instaladas como parte da rede externa de Ethernet para proteção contra descargas atmosféricas.

Power over Ethernet (PoE)

 
 

Power over Ethernet (PoE) é um mecanismo que fornece energia para os dispositivos de rede através do mesmo cabeamento usado para conduzir o tráfego de rede.

O PoE permite que dispositivos que necessitam de energia, chamados de Dispositivos Elétricos (DEs) como telefones por IP, pontos de acesso a áreas de rede local (LAN), e câmeras de rede recebam energia elétrica e dados através da infraestrutura existente. Não é necessária nenhuma atualização de infraestrutura.

Este recurso pode simplificar a instalação e manutenção da rede ao usar o interruptor como fonte central de alimentação para outros dispositivos de rede. O desafio durante a instalação está em calcular o total de consumo de energia necessária para que seja menor que a previsão de alimentação do interruptor.

 

Calculando o total de energia necessária

 

Atualmente há dois padrões para PoE: O 802.3af permite um máximo de 15,4 W por canal, enquanto que o PoE 802.3at dobra a energia disponível para 25 W.

A necessidade de consumo total de energia de todos os equipamentos que serão conectados a um interruptor específico na rede precisa ser calculada, para garantir que haja energia suficiente disponível em cada interruptor. Este requisito de voltagem total tem de ser menor que a previsão de energia PoE de um interruptor - energia Poe total por interruptor e por porta.

O gráfico a seguir mostra o consumo de energia tanto no PSE quanto no DE.

 

Classe Uso Nível de saída de energia no Equipamento de fornecimento de energia (PSE) Níveis máximos de energia em dispositivos elétricos (DE)
0 Padrão 15,4 W 0,44 - 12,95 W
1 opcional 4.0 W 0,44 - 3,84 W
2 opcional 7,0 W 3,84 - 6,49 W
3 opcional 15,4 W 6,49 - 12,95 W
4 Válido para 802.3at High PoE 30 W 12,95 - 25,5 W

Figura 2 Valores a serem usados quando calcular a previsão de energia em um sistema. 

 

Exemplo das exigências de energia em um sistema PoE



 
 
Figura 3 Exemplo das exigências de energia em um sistema PoE.
 

Conforme ilustrado na Figura 3, seis câmeras, todas de Classe 2 PoE, estão conectadas a um interruptor. Uma vez que um dispositivo de Classe 2 puxa 7 W no máximo do interruptor, podemos calcular que as necessidades de energia para um total de 6 câmeras x 7 W = 42 W.
Esta será a previsão de energia PoE. Portanto, precisamos de um interruptor com no mínimo 42 W disponíveis para PoE.

 

Câmera de Segurança com Infravermelho

 

Ultimamente muito tem se falado sobre as famosas “Câmeras de segurança com Infravermelho”. Dizem que ela é sempre a melhor opção. Mas não é bem assim, o infravermelho só e bem vindo quando se tratam de câmeras ou micro câmeras de *lux*inferior a 0,1. Ou seja, câmeras que quando estão na escuridão total, tem os leds de infra ativados, mostrando a imagem em preto e branco.

Quando se trata de câmeras com lux maior que 1,5 o infra pode até prejudicar a visualização da imagem. Por exemplo, em seu circuito interno que os leds devem ser acionados somente quando baixar a iluminação ambiente, numa câmera de infravermelho com um CMOS de 2 Lux, os leds acabam ficando acionados constantemente, com isto a imagem fica muito clara, quase sem cor.

Sendo assim, se for optar por câmera ou micro Câmera de Segurança com Infravermelho em suas instalações de segurança ( CFTV ) com lux superior a 1.5, muitas vezes é melhor ficar com o modelo sem infravermelho, pois ela te dará melhor resolução de imagem com melhor definição de cores nos ambientes com uma boa iluminação.

*Lux*: Lux é a unidade de medida da iluminação (entendendo-se por iluminação a luz existente em um determinado ponto). Corresponde a incidência perpendicular de 1 lemen em uma superfície de 1 metro ao quadrado. No caso de uma câmera de segurança, quanto menor o Lux da câmera ou micro câmera, melhor a sua compensação e visualização em ambiente escuro.

 

Cabeamento para CFTV

 

Os principais tipos de cabeamento e meios de transmissão utilizados em CFTV são:
 

Cabo Coaxial
 

Cabo Coaxial


O cabo coaxial possui características elétricas propícias para a transmissão de sinais de vídeo da câmera para o monitor ou ao processador de vídeo, como seqüencial, quad, multiplexador ou DVR. Dentre vários cabos coaxiais disponíveis, o RG59 é o mais utilizado, possuindo 75-ohms de impedância e pode ser instalado para transmissão de sinais de vídeo até 250 metros de distância sem perder a qualidade. Outro fator importante a ser considerado é a malha envolvente do cabo pode ser encontrada, dependendo do fabricante, de 35% a 67% (onde uma maior porcentagem de malha indica uma melhor qualidade, porém um custo maior). Este cabo é usualmente conectado utilizando conectores BNC em ambas as pontas do cabo, pois este tipo de conector uma blindagem contra interferências eletromagnéticas e eletrostáticas. São disponibilizados no mercado cabos coaxiais especiais que podem atingir distâncias vem maiores que o RG59.
 

Cabo de fibra óptica


O cabo de fibra óptica não é afetado por interferências elétricas e não sofre nenhum problema como contato com alta tensão. Pode transmitir sinais de vídeo com eficiência extremamente alta e pode transmitir os sinais por vários quilômetros. Outra vantagem é a largura de banda abundante que permite que vários sinais de vídeo possam ser transmitidos em uma única fibra óptica, além da possibilidade de transmissão simultânea de sinais de telemetria e rede, sinais de controle de movimentadores como pan-tilts e panoramizadores, idealizado para aplicações de redes de speed-domes e sistemas integrados. Um sistema de transmissão por fibra óptica é o mais indicado em aplicações de uma planta industrial ou áreas de risco a interferência e ruído, dada as suas capacidades físicas de imunidade. São disponibilizados ainda equipamentos com dupla via de transmissão, ou seja, pode-se transmitir o sinal de um lado para outro do meio de transmissão. O problema do cabo de fibra óptica é seu custo e a maior dificuldade de instalação.
 
Par Trançado

Par trançado

Os cabos trançados, que são amplamente utilizados em sistemas de redes, possuem uma ótima qualidade de transmissão para de dados. Permite a transmissão do sinal de vídeo por até 1 quilômetro. A desvantagem é a necessidade de utilização de conversores na saída da câmera e na entrada do monitor ou processador de vídeo. Torna-se vantajoso para locais com cabeamento estruturado disponível. O custo dos conversores ainda é bastante alto se comparado aos cabos coaxiais, devido aos conversores mas é uma alternativa viável para determinadas aplicações.
 
 

Wireless


Os dispositivos sem fio são outra alternativa para a transmissão de sinais de vídeo, tendo um bom desempenho geral em termos de transmissão de sinal, é como principal vantagem a não necessidade de conexão física e passagem de cabos pelo local a ser monitorado. Mas também possui certas desvantagens básicas que reduzem sua aplicação prática, como o alto custo, os problemas de interferência, ruídos e instabilidade no sinal. Existem no mercado equipamentos de CFTV com o sistema sem fio integrado, porém são sistemas de pequeno porte e normalmente muito simples. Para aplicações profissionais o ideal é consultar empresas especializadas em transmissão de sinais por equipamentos sem fio, pois é uma área bastante complexa e é requerida uma experiência muito grande para a solução de situações adversas além de um conhecimento pleno dos equipamentos. Outros fatores que influem nos sistemas sem fio são a topologia do local, o tipo de construção, outros sistemas residentes, áreas de sombra, necessidade de retransmissores, etc.

Existe ainda algumas outras alternativas, como transmissão via rádio, sinal multiplexado via rede elétrica, entre outros.

 

O QUE É UM SPEED DOME IP?

 

Speed Dome IP, é um equipamento de última geração, que trabalha com o formato PTZ (Pan, Tilt e Zoom), entrada e saída de alarmes, configuração de preset, grupos de Presets, scaneamento por zona, máscara de privacidade, e diversos recursos de imagem. Tudo isto controlado via um navegador na internet, ou através do programa gerenciador de Speed Dome.

Como dito anteriormente, um Speed Dome é identificado por trabalhar com formato PTZ; o formato PTZ permite que o usuário, consiga fazer uma varredura de 360º na horizontal, 180º na vertical, e consiga aumentar ou diminuir o Zoom da camera.

Diferente dos Pan Tilts que existem no mercado, que também trabalham com o formato PTZ, alguns Speed Dome conseguem através de sua configuração, gravar Posições (preset), Scaneamento de posições, limitação de área, entrada e saída de alarmes, etc.